sábado, 24 de fevereiro de 2007

A ARTE PEDE SOCORRO

Juventude que vens vindo,
vem como és, onde estás!
Pois eu estou sucumbindo!
Quero propagar a paz!

Isenta a literatura,
a música, a poesia
do excesso, da loucura,
do horror, da pornografia!

Penetra, pois, nos cinemas
e teatros da cidade!
Retira deles os temas
cheios de agressividade!

Já chega de tanto abuso
de sexo, de loucura,
de alucinação no uso
do remédio que não cura!

Eleva a mentalidade
da música popular!
Porque a mediocridade
quer tomar dela o lugar!

Juventude que vens vindo,
retira a "besta" de mim!
Ela está me consumindo!
Não posso viver assim!

Eu, arte, peço socorro,
porque sei que a aberração
quer me dominar e eu corro
o risco de extinção!!!

A PAZ SEJA CONVOSCO





O Sol, efetuando seu giro costumeiro no céu da minha pátria, inundou-a de luz, fornecendo a cada segundo um rico e colorido cenário, até desmaiar, solenemente, na linha do horizonte, para iluminar novas plagas, qual justo que, após um dia de grandes realizações repousa, suavemente o corpo na macia relva para continuar seu trabalho noutra dimensão.
Somente o coração sensível do poeta foi capaz de registrar esse momento,retirando dele esta mensagem do Criador para a criatura:

Desmaia o Sol no céu, ouço os pardais em festa,
enquanto as andorinhas prosseguem o alarde.
O pôr do sol revela nesse cair de tarde,
a luz crepuscular que tinge a mata enfim,
iluminando as nuvens que, sobre a floresta,
lançam o vermelhão numa tonalidade,
de um róseo à cor lilás que, com o tempo, em verdade,
se transforma em violeta, dando à mesma um fim.

Essa coloração, após o azul marinho,
deixa surgir no báratro escuro da noite,
a piscar lá no céu, estrelas num açoite
de luz bruxuleante a lutar contra as trevas.
São elas as heroínas que Deus, com carinho,
permite reduzir a densa escuridão
das noites sem o luar, que fariam o sertão
mais triste e negro, sem a luz daqueles devas.

Se na fração de tempo desse cair de tarde
vemos tanta beleza, tamanha harmonia,
imaginemos, pois, o transcorrer de um dia
nesta observação, revestida em louvor
e gratidão a Deus pelo Sol que, se arde,
também sustenta a vida no planeta inteiro!
Veríamos que o Criador é mesmo o verdadeiro
Pai Nosso de justiça, caridade e amor.

Oh! Vós, que em tudo vedes tão somente o fel!
Olhai com mais ternura as cores do arrebol,
tanto no alvorecer como no pôr do sol!
Deixai que na quietude da expressão Divina,
vosso "Eu" se interpenetre desta luz do céu
azul que nos acalma e que nos revigora!
Pois, cada ser humano, muitas vezes chora
por não seguir lições que a Natureza ensina.

A Natureza mostra a vida que devemos
viver eternamente, se quisermos paz!
Porém o orgulho humano se mostra incapaz
de ver que, acima dele, há um poder que é bendito.
Esse, que se revela nas coisas que vemos,
simples, como na flor, em seu desabrochar,
no tilintar de elétrons, também no espocar
das nebulosas nesse Universo infinito.

Desnecessárias são no mundo as religiões,
bem como os vários códigos de leis sociais,
se o homem segue as sólidas Leis Naturais,
Divinas, imutáveis, eternas, seguras,
que se mostram perfeitas, nas mil expressões
harmônicas, sem máculas, simples, singelas,
que se encontram em letras luminosas, belas,
escritas na consciência que é Deus nas criaturas.

Assim, irmãos queridos, de ocaso em ocaso,
da escuridão à luz, porque, dia após dia,
fazemos nossa história, esta que principia
na ignorância e vai, rumo ao mundo dos sãos!
Em tudo há uma razão! Pois, não existe o acaso,
como náo foi ao léu que estes versinhos fiz,
intermediando alguém que se sente feliz
em vos dizer: - Que a paz seja convosco, irmãos!